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remember things better


 

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Lembre-se disto - from National Geographic Magazine 2 years ago

“O que é a memória? Por ora, o melhor que os neurocientistas podem responder é: um padrão de conexões entre neurônios armazenado no cérebro. Existem cerca de 100 bilhões desses neurônios, cada um dos quais pode fazer talvez de 5 mil a 10 mil conexões sinápticas com outros neurônios. Isso dá um total de 500 trilhões a mil trilhões de sinapses no cérebro adulto médio. Em comparação, em todo o acervo impresso da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, um dos maiores do mundo, há apenas uns 32 trilhões de bytes de informação. Cada sensação de que lembramos, cada pensamento que temos, altera as conexões nessa vastíssima rede. Sinapses são fortalecidas, enfraquecidas ou formadas. Nossa substância física muda. De fato, ela está sempre mudando, a todo momento, mesmo quando dormimos.

Hoje, a maioria dos cientistas julga que as estranhas recordações desencadeadas por Penfield eram mais parecidas com fantasias ou alucinações do que com memórias, mas decerto muitos de nós já vivenciamos súbitos reaparecimentos de episódios esquecidos do passado. Mesmo assim, como gravador, o cérebro faz um serviço para lá de malfeito. Tragédias e humilhações parecem ficar gravadas mais nitidamente, enquanto aquelas informações que julgamos realmente precisar – o nome de um conhecido, a hora de um compromisso, o lugar onde deixamos a chave do carro – têm a mania de evaporar.

Neste último milênio, porém, muitos de nós passamos por uma mudança radical. Gradualmente, substituímos nossas lembranças internas pelo que os psicólogos denominam memória externa, uma vasta superestrutura de muletas tecnológicas que inventamos para não ter de armazenar informações no cérebro. Pode-se dizer que passamos de lembrar tudo para memorizar miseravelmente pouco. Temos fotografias para registrar nossos momentos, agendas para anotar compromissos, livros (e agora a internet) para armazenar nosso conhecimento coletivo e Post-it para rabiscar lembretes. Quais são, para nós e para a sociedade, as conseqüências dessa terceirização da memória? Perdeu-se alguma coisa?

Do ponto de vista dos órgãos dos sentidos, que fornecem as informações para a vasta massa de neurônios encarregada de interpretá-las, o sistema nervoso tem a função de gerar uma noção do que está ocorrendo no presente e do que está prestes a acontecer no futuro para podermos reagir do melhor modo possível. Nosso cérebro é, fundamentalmente, uma máquina de prever, e, para funcionar, ele tem de encontrar ordem no caos das possíveis memórias. A maioria das coisas que passam pelo cérebro só precisa ser lembrada o tempo necessário para pensarmos sobre elas.

O psicólogo Daniel Schacter, de Harvard, criou uma taxonomia do esquecimento para catalogar o que ele chama de os sete pecados da memória. O pecado da distração: Yo-Yo Ma esqueceu no táxi seu violoncelo de 2,5 milhões de dólares. O veterano da Guerra do Vietnã que ainda é assombrado pelas batalhas tem o pecado da persistência. O político que não encontra uma palavra que está na ponta da língua ao discursar num comício é vítima do pecado do bloqueio. Embora quase não passemos nenhum dia sem xingar essas mancadas da memória, isso ocorre só porque não vemos seus benefícios, diz Schacter. Cada pecado, na verdade, é o outro lado de uma virtude, “o preço que pagamos por processos e funções que nos servem bem em muitos aspectos”. Há boas razões evolucionárias para que nossas memórias falhem do modo específico como o fazem. Se tudo o que víssemos, cheirássemos, ouvíssemos ou pensássemos fosse logo arquivado no colossal banco de dados que é a nossa memória de longo prazo, nos afogaríamos em informações irrelevantes.

No conto “Funes, o Memorioso”, Jorge Luis Borges descreve um homem inválido por ser incapaz de esquecer. Ele se recorda de todos os detalhes de sua vida, mas não pode distinguir entre o trivial e o importante. Não consegue generalizar nem estabelecer prioridades. Ele é “praticamente incapaz de idéias gerais, platônicas”. Talvez, como Borges conclui em sua história, esquecer, e não lembrar, seja a essência do que nos faz humanos. “Pensar é esquecer”, escreveu Borges.

Tudo isso gera questões éticas preocupantes. Escolheríamos viver em uma sociedade em que as pessoas tenham memória imensamente melhor? Aliás, o que significaria ter memória melhor? Significaria lembrar-se das coisas exatamente como elas ocorreram, livres de revisões e exageros que nossa mente cria naturalmente? Significaria ter uma mente que se esquece dos traumas? Ou uma que só se lembra do que queremos nos lembrar? Significaria nos tornamos AJ (a mulher que lembra de cada segundo de toda vida dela, com datas, minutos e detalhes exatos)?”

The right thing to say here, isn’t “i’ve done it”, but actually, “i’m doing it…” And i’m doing my best to not be a person who can’t remember “silly” things, ‘cause is a fact that i can ;)



Untitled 2 years ago


My experience in my piano class 2 years ago

Today i had a surprise test, something that i didn’t have since a loong time ago, ‘cause i don’t need it anymore…
And i really surpriesed my self, ‘cause i’ve remember everything and each name that i thought that i’ve already forgotten and also a lot of ooold songs!
So that, the conclusion is that i did a excelent test :D
I coudn’t imagine that…

About my memory…
This is one a fact that shows how useful my mind could be, and in the same time, i always forget simple things – in usual day, something that i’ve talked (your someone has alredy told me and i can’t remember anymore), names, places…
So, what can i really say is that my memory is not bad, but “selective” ;P
hahaha

  • An exercise to try to do and see if it works… I’ll try to memorize how many songs’scores as i can ;)

http://www.43things.com/things/view/6396



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Kankakee
Shynnee asks, “I forget everything. What can I do to recall names and events better?”
— 3 years ago


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